Quando não houver mais nada no mundo, nenhum sentido em estar vivo, o que restará ao homem? Seguir em frente, sempre em frente – eis a resposta do americano Cormac McCarthy, 74 anos, em A Estrada .
Bah, tive a oportunidade de ler trechos do senhor em questão, tenho a dizer que desde J. D. Salinger, este modelo de ver e narrar andava muito raro, inexistente talvez. Mas eis que surge este monstro do realismo fantástico…só lendo pra entender, assino em baixo e aposto meus culhões em McCarthy!
confiram o breve trecho de A Estrada, ultimo romance publicado pelo autor;
Lembranças do apocalipse
Atravessaram a cidade ao meio-dia. Estava quase toda queimada. Nenhum sinal de vida. Carros na rua incrustada de cinzas, tudo coberto de cinza e poeira. Rastros fósseis na lama seca. Um cadáver na soleira de uma porta seco feito couro. Arreganhando os dentes para o dia. Ele puxou o menino mais para perto. Apenas se lembre que as coisas que você põe na cabeça ficam lá para sempre, falou.
Você se esquece de algumas coisas, não se esquece?
Sim. Você se esquece do que quer lembrar e se lembra do que quer esquecer.
sacou, chapinha?
quer mais, tem aqui ó: