CONTOS DO LIVRO `AS MIL E UMA NOITES DE FAUSTO WOLFF`
8 – Esta história quem me contou foi B.Traven, um grande artista e um melhor ser humano, pois, em verdade, ninguém sabe quem foi ele, exceto eu.
No princípio do século XX um turista americano que visitava as florestas mexicanas, dispersou-se do grupo e acabou encontrando uma tribo de índios que tivera pouquíssimo contato com os bárbaros europeus. Entre os índios, o turista descobriu um que era exímio artesão. Fazia um cestos maravilhosos, dignos de figurar em qualquer museu artístico do mundo. Algo, realmente, de uma beleza inenarrável como a triste alegria de um por de sol ou uma gota de orvalho refletindo o mundo. O turista comprou um cestinho por um peso e os índios o reconduziram até sua caravana. Em Nova York, a peça artesanal foi tão elogiada que o homem decidiu voltar à aldeia indígena no México e iniciar uma produção em larga escala. Dirigiu-se ao velho artesão e perguntou-lhe quanto custava um cesto. O índio:
- Um peso.
- E dois?
- Três pesos.
O homem não entendeu a lógica e continuou.
- E cinco?
- Cinqüenta pesos.
Por mais que o gringo tentasse explicar-lhe que o preço deveria diminuir na medida em que a produção aumentava, não conseguia fazer o índio mudar de idéia. Finalmente, o cesteiro lhe disse:
- Se eu vender um cesto por dia a um peso, ainda tenho tempo para me divertir, tomar mescal, pescar e fazer amor. Se vender dois, será mais difícil, se vender três, terei uma vida triste e se vender cinco não terei tempo para mais nada.
– Mas você pode fazer os outros trabalharem para você.
- Estás louco, gringo? Eles me matam.
O turista começou a gritar, a vociferar, ameaçar, tremer, a babar, a fazer tal escândalo que tiveram de prendê-lo na esperança de que se acalmasse. Como não se acalmou, deram-lhe tanta mescalina que ele enlouqueceu. Acabou morrendo entre os nativos como o “bobo da aldeia.” Mais tarde outros americanos, como vocês bem sabem, apareceram por lá e abaixo de pau acabaram por convencer os índios que o capitalismo não é uma loucura.
- 31 –
Quando Sartre esteve no Brasil, o chefe de reportagem do Diário da Noite mandou o único repórter que falava francês decentemente para entrevistá-lo. O rapaz que não era exatamente brilhante, bolou uma frase de efeito. No meio da entrevista coletiva no Hotel Glória perguntou em francês sem acento:
- O senhor acha que o existencialismo sobreviverá? Sartre olhou para o moço por um meio minuto, quase eternidade, e perguntou:
- A quê?
Todos os presentes caíram na gargalhada e o jovem repórter retirou-se envergonhado para voltar correndo cinco minutos depois. Fez caminho entre os representantes da imprensa e quando estava bem na frente de Sartre, disse em alto e bom som:
- O senhor sabe que a sua mulher trepa com um repórter de Chicago chamado Nelson Algreen? E era verdade.
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com esta obra, Fausto retrata a estupidez e a beleza intrinseca ao existir. Uma obra de inigualàvel ternura e beleza. segundo consta, o velho lobo tinha a pretensäo de recontar a història da humanidade com este livro. segundo ele mesmo, náo foi possivel, mas chegou perto lhes asseguro.
lamento, mas o teclado esta levemente embriagado, e eventualmente cospe letras a mais, a menos, e algumas que náo pertencem ao idioma…mas enfim.
isto [e tudo por hoje!
