Templo inpuro

Entradas do Julho 2009

o dia em que Rudah encontrou deus

Julho 23, 2009 · Deixe um comentário

A crônica a seguir, foi pubicada em 03/11/2006, não sei mais se no sogive, no nonsense ou no oliveira bla bla bla. Por quê a republico agora? bem, é que não vejo o Rudah há coisa de anos…e me bateu uma imensa saudade do nosso amigo neurótico e angustiado, o Rudah. Acho que ele já se mandou pra Porto Alegre, não sei…mas perdi contato com meu amigo. Republico por essa razão, egoísta dirão alguns, mas legitima, me defendo eu daqui. Se por ventura, alguém ai tiver contato com o Rudah, diga-lhe para mandar-me um e-mail…to com muita saudade do ‘galo cego’. Rudah, onde quer que tu estejas, nobre errante, te desejo todo o sucesso do mundo.

Republico o texto na integra e sem correção…sei lá…deixa os erros e a falta de ritmo ai…elas tbm me lembram do meu amigo…que por sinal, gostava muito deste texto.

maquina

 

03/11/06

baseada em fatos reais, a cronica quentissima;RUDAH ENCONTRA DEUS

Há muito tempo temos por tradição, eu e o Rudah, dar uma passada no bar do Moacyr aos domingos, para chacoalhar a poeira da semana que passou e receber a semana que começa á despontar no relógio, com fôlego novo. De certa feita, o Rudah não deu as caras. Eu o conheço a tempo suficiente para saber que algo importante estava acontecendo, o Rudah prima pelo método, é um homem sistemático e respeita tradições.  Jamais se ausentou das reuniões de domingo sem ter para tanto uma boa razão, que ele fazia questão de me dizer qual era, em telefonemas que anunciavam sua possível ausência momentos antes do horário marcado para o encontro no bar. Ele fazia questão de dar satisfação e se lamentar por não poder ir. Desse modo, o conheci e aprendi a respeita-lo, gostava do respeito com que tratava os nossos encontros dominicais. Desse modo também, me espantei ao me dar conta de que ele não viria naquela noite, pois já passava de seu horário habitual, neste momento, temi que algo sério estivesse acontecendo, ele não havia telefonado para me precaver de sua ausência. Pensei no pior, ele nunca deixava de aparecer, a não ser por razões dignas de respeito, tais como; falta de grana, ou, um eventual encontro com deus.
Doses à mais no corpo e na alma, a noite acabou, me mandei pra casa. A semana passou e acabei esquecendo a preocupação que me acometeu no bar, domingo seguinte, lá estou eu novamente no bar, quando o Rudah chega, e já vai logo se explicando;

___ Cara, foi mau domingo passado, mas é que eu encontrei Deus, e tive o maior papo com ele.

Disse o Rudah, que me espantou com essa afirmação, afinal não é todo dia que se encontra deus por ai, há quem o procure incessantemente durante toda a vida sem nunca encontra-lo, e ele resolve aparecer logo ao Rudah, que é ateu desde sempre, e justo na hora da nossa sagrada reunião no bar. Havia muito a perguntar, muito a entender, e eu comecei pela pergunta mais óbvia em situações como essa;
__Que droga tu usou domingo passado, guri?
A pergunta era desnecessária, o cara nunca foi chegado em droga nenhuma, com exceção de sua insistência em ouvir nirvana.
Ele começou a contar, e me disse tudo sobre seu encontro com deus;
Quando encontrou Deus pela primeira vez, logo se deu conta de que estava diante do criador, percebeu ainda, não estar vestido á caráter, pois mesmo um ateu sabe reverenciar uma ocasião desta dimensão. Percebeu que se tratava de deus porque este era detentor de uma voz tonitruante, mas não ensurdecedora, feição imponente, vestia-se com calça bege e uma camisa listrada, deus é um sujeito discreto, me disse o Rudah. Não é muito esbanjador, á não ser no discurso, conforme já nos foi ensinado desde sempre. deus não é tão fodido como costumam falar os pastores por ai, é até um sujeito comum, feito mesmo, conforme constatou o Rudah, a imagem e semelhança do homem.
E tiveram uma grande discussão no hall de entrada do paraíso, que foi descrito pelo Rudah como um imenso botequim, cujas estantes além de bebidas ostentavam vasto acervo de livros, como o Rudah nunca havia visto, além disso, as mesas eram muito bem freqüentadas; á esquerda da mesa em que estava meu nobre amigo, havia uma mesa ocupada por Marx, Erich Fromm e Freud, á direita, sentavam-se Nietzsche e Sócrates numa discussão calorosa que a todos perturbava, mas ninguém se metia naquele embate pois eram freqüentes discussões calorosas por ali. As mesas eram servidas por lindas e sensuais mulheres que não pareciam ganhar muito bem, uma vez que não usavam muitas roupas, devia ser caro vestir-se no paraíso, coisa que não incomodava muito a Marx, menos ainda a Nietzsche que não parava de olhar em direção as garçonetes que passavam para bem servir seus clientes.
Havia música ambiente inclusive, segundo o Rudah que lá esteve, havia um pianista anão, que tocava Miles Davis, John Coltrane com maestria e perfeição.
A esta altura do campeonato eu já o havia desculpado por sua ausência no encontro anterior, afinal, motivos não faltavam para ele permanecer naquele botequim, tão bem freqüentado no paraíso.
E tiveram rudah e deus, uma tremenda discussão acerca da criação, discussão esta, na qual deus parece ter levado a melhor. Mas, em beneficio de meu amigo, tenho a dizer que se deus ganhou no embate filosófico, perdeu nas doses, ao fim da discussão deus estava embriagado, pagava rodadas industriais aos presentes, cantarolava uma canção do Jobim, e passava mão na bunda de todas as garçonetes que por ali passavam. Em seguida, foi gentilmente retirado do bar pelos seguranças, que zelavam pela imagem e reputação do todo poderoso. O Rudah ficou lá bebendo até o bar fechar, três séculos depois. No céu o tempo voa, disse o rudah. Saiu de lá meio de porre e foi pra casa.
Depois disso eu e o Rudah nos convertemos e agora somos dois bons sujeitos, ocupados em fazer o bem a fim de ir ao céu, encontrar aquele belo botequim tão bem descrito pelo Rudah.

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“My baby shot me down.”

Julho 20, 2009 · 1 Comentário

Saiu me dizendo que não suportava mais os meus delírios. Tinha nojo do meu corpo, da minha bunda e dos meus seios perfeitinhos.

Cheguei a um ponto que aquilo não era mais um insulto. Eu o amava e o resto não importava. Nada mais me incomodava. O cheiro de cigarro não saía mais após o banho, o suor do trabalho permanecia após o jantar, a saliva grossa pela bebida já não fazia diferença na minha boca. Aquele homem me comprometia.

Eu costumava dançar para ele… E tudo ia bem. Ele acariciava delicadamente minha lingerie. Desabotoava cuidadosamente a minha blusa. Sussurrava nas melhores curvas. Beijava-me como se eu fosse a única mulher do mundo.

Eu era boa pra ele.

Nunca entendi sua agressividade. Eu me preocupava em organizar cada detalhe do dia… cada livro na estante. Acordava cedo, arrumava o cabelo e me perfumava. Fazia seu café, levava até a cama e o mantinha acordado por mais 20 minutos antes de cuidar de todo o resto da casa.

Depois de alguns anos não me lembro mais do seu nome, da sua família, da sua mulher nem dos seus filhos. Tudo virou meu e assim ficou. Nada mais pertencia a ele. Era a minha rotina, o meu homem, a minha comida.

Eu sabia que estava doente.

A casa na realidade era imunda. Meu cabelo, por mais que lavasse, continuava oleoso. Sem cor definida. Nada mais o tocava. Minhas mãos, bem… já não serviam para muita coisa por ali. A delicadeza de repente me causava enjôo. O importante era permanecer. Como uma história muito ruim para terminar, eu permaneci.

Entenda que eu me esforçava pra deixar tudo limpo… seguro para quando ele voltasse. Eu o entendia. Pelo amor de Deus, eu suportava toda a sua sujeira! Qual era o problema dele? Eu era perfeita.

Não sei em que ponto exatamente perdi o raciocínio, a organização. Quando vi a casa estava vazia e a luz não acendia. Fui atrás dele, implorei por um último beijo e ele concordou. Foi como se alguém olhasse tudo dentro de mim e tivesse a coragem de dizer que se envergonhava. Aquele beijo arrancou-me algo. Arrancou-me a vida.

O desgraçado me sugou cada gota de sentimentalismo. Esvaziou minha beleza, meu humor, minha gratidão. A única coisa que via como verdadeira no momento era a minha ridícula tentativa de, ainda assim, sentir prazer. Acho que o vento que suavizava meu rosto naquela esquina desajeitada me proporcionou o orgasmo mais cruel e prazeroso que eu poderia sentir como ser humano. Tudo ficou em equilíbrio por alguns instantes.

Não me restava mais nada. Chorei por longos 10 minutos.

Sabe… o amor é humilhante.

 Anne.

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O nome omitido do hino nacional

Julho 17, 2009 · Deixe um comentário

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___ Eu não sou muito de ficar namorando

Sua frase dispensava qualquer apresentação. Era exatamente o que eu precisava, e foi a forma dela dizer a que viera.. Um cínico talvez dissesse, “ Merda, dinheiro não compra amor?Então pra que serve?”. Eu não queria comprar amor.

Ela parecia uma atriz declamando um texto decorado, devia dizer isso todas as noites, muita vezes na mesma noite. Hoje eu era o publico, e o palco improvisado e mal iluminado era um quarto de motel dos mais baratos dessa cidade imunda.

 __ Eu não sou muito de ficar namorando.

 Não soava natural, como não era natural aquele cabelo vermelho, pintado as pressas com tinta vagabunda. Aquela pobre mulher, sem saber, acabara de me dar um retrato emocional dos homens que a procuravam. Dos homens que a milênios as procuram . Eles pagavam por companhia, a procuravam para “namorar”, pagavam por carinho, muito raramente por sexo. Eu pagava para que elas fossem embora, mas eu não posso ser uma referencia, era uma exceção.

Eu pedi a ela para calar a boca. Eu mandei, disse assim, na lata; “cala a boca, porra”

 Ela ficou calada e começou a soltar o cabelo. O cabelo dela devia estar imundo…parecia pesado e oleoso. Mas eu não estava em condições de barganhar, convidá-la para um banho.

 Lembrei que depois do sexo ela pegaria seu dinheiro e iria embora, o que me acalmou.

Aquela mulher nunca iria discernir John Coltrane de Miles Davis, Bob Dylan de Frank Zappa…mas fazia malabarismos impressionantes com uma pica entre as pernas. É claro que ela não havia feito aulas de balé durante sua vida miserável. Contudo tinha a flexibilidade de uma ginasta Russa. E era decadente. Uma decadência que se fazia presente em seus olhos, seus gestos e seus gemidos friamente calculados. Havia desespero demais naquele gemido, o que me fez pensar em lhe pagar umas doses. E pagar para ouvi-la contar suas histórias, sua vida. Pensei em lhe fazer promessas, em demonstrar indignação ou compaixão.

 “ O Brasil não pode dar certo, é o único pais em que cafetão sente ciúmes, traficante é viciado e prostituta se apaixona”.

 Era o que dizia o sindico. Negócios são negócios. E a miséria não era restrita á quem vendia o corpo, também é miserável quem paga por sexo, por carinho ou para ter sua privacidade e silêncio restabelecido. Senti mais pena de si mesmo do que daquela pobre e miserável vadia.

Ela jamais entraria para a história da humanidade por seu incrível boquete. E muito embora a história esteja marcada por esses gemidos dissimulados, estes não constam em nenhum hino nacional. A história do cristianismo está manchada com esse batom barato (o que fazia Maria Madalena para ganhar seus trocados?), ainda assim, aquela pobre mulher, bem como suas colegas de oficio estavam fadada ao esquecimento.

Ela certamente já fizera mais por homens desesperados do que a maioria dos políticos, padres, pastores, amigos, compositores ou homens públicos que pisaram na terra.

Não existem monumentos ás prostitutas nas praças que conheci, embora as praças sejam notoriamente delas, dos traficantes, viciados e velhos. Já vi esculturas formidáveis encomendadas em homenagem aos crápulas mais dementes que a história registrou. Nunca a estas pobres criaturas que sobrevivem de nossa eterna e incurável solidão.

O que uma prostituta ensina sobre antropologia, sociologia e psicologia não consta em nenhuma biblioteca virtual ou concreta. A psicanálise deve a elas um monumento, a noção marxista de luta de classes encontra nelas seu maior referendo, o principio mercantil da livre competição só faz sentido quando essas criaturas aparecem na equação.

Tudo isso me ocorreu enquanto ela gemia como uma gata no cio sob meu corpo. Diante do meu gozo, tão falso como tudo naquela mulher, ela segurou a base do meu pau com cuidado, a fim de evitar que o preservativo se rompesse ou sei lá o quê. Ela parecia uma fiscal do ministério da saúde cuidando para que não houvesse problemas com doenças venéreas ou gravidez indesejada.

Fui obrigado a pagar o dobro do preço de tabela, porque ela me convencera definitivamente e sem dramas, floreios ou devaneios, que solidão não é um estado de quem se encontra só, mas uma condição daquele que mesmo acompanhado não se sente como tal, solidão é uma condição interna do indivíduo, uma consciência assustadoramente cruel acerca da existência humana. Aquela prostituta já tivera centenas de homens, mas sabia que tudo e todos eram passageiros, efêmeros, como um orgasmo. Ela sabia que o mais próximo que podia chegar do paraíso e da perfeição era isso, um orgasmo, que não dura mais do que alguns segundos…mesmo os mais intensos, que se prolongam noite adentro…mesmo estes, acabam por fim. Essa era a maior contribuição dada ao homem, uma breve estadia aos arredores de um paraíso artificial. Aquela pobre mulher me ensinara o que a filosofia ocidental não continha em todos os seus tratados. Foi por isso que paguei, não pelo sexo, companhia, ou para que ela fosse embora e me deixasse em paz com meu exílio auto-imposto, paguei pela lição histórica e humana que acabara de receber.

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Praia de jornalista é bar

Julho 10, 2009 · Deixe um comentário

Meu Amigo Murilo promove, junto com os alunos do quarto ano de Jornalismo do cesumar, uma festa lá no MPB bar. A  julgar pelo nome da festa, será imperdivel;

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quem quiser convites, ligue,  pro Murilo, o celular dele é 9961-6356

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UNIVERSITÁRIOS

Julho 10, 2009 · Deixe um comentário

MEU AMIGO JOÃO GUILHERME ESCREVEU UMA PARADA BEM LEGAL, FLAGRA SÓ:

Escolha uma faculdade. Escolha uma república. Escolha cuidadosamente um bar. Escolha roubar cones de trânsito. Escolha viver com cervejas baratas e comida instantânea. Escolha cheirar as roupas pra saber se elas estão usáveis. Escolha virar a noite fazendo um trabalho que deveria ter sido feito três meses atrás. Escolha não estar em casa para ouvir reclamações. Escolha infinitas festas em casas de desconhecidos. Escolha cair de sono em aulas e seminários. Escolha freqüentar aulas bêbado. Escolha ligar pedindo dinheiro para os pais. Escolha fazer todas as coisas que seus pais disseram para não fazer. Escolha amigos. Escolha as noites mais baratas que você já teve. Escolha começar o fim de semana dois dias antes. Escolha feriados prolongados com final flexível. Escolha levar sacos de roupas sujas pra casa pra sua mãe lavar. Escolha dormir em qualquer lugar. Escolha aumentar seu nível de tolerância ao álcool. Escolha a melhor fase da sua vida. Escolha seu futuro. Escolha ser UNIVERSITÁRIO.
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Julho 8, 2009 · 1 Comentário

Eu vi esse vídeo e achei foda. Achei foda a musica e o vídeo. Achei também que devia dividir com vcs. Achei que devia dedica-lo á aquelas pessoas que nos pegam de jeito, que nos fazem rever nossa conduta…essas pessoas que surgem de repente e que talvez sumam mais de repente ainda, mas que serão lembradas com especial carinho sempre, porque fizeram a diferença. toda a diferença. Então é pra essas pessoas, que agente cruza e que fazem a diferença.

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TANTOS BLUES…TANTOS BLUES

Julho 3, 2009 · 1 Comentário

O PRIMEIRO TEXTO PUBLICADO SENHORES…ELE DEU O RITMO AO TEMPLO…TUDO ACONTECEU DEPOIS DELE.

O Blues deve ser escrito pra quem tem vida interior.

Para aqueles que não estão surdos para o mundo,

mas vivem seus personagens.

Pra quem acende um cigarro e apaga seus fantasmas;

O blues…o blues é para aquele homem que escreve cartas

e não envia, simplesmente porque não tem

para quem enviar.

O homem que insinua e segue.

Pra quem apostou suas últimas fichas no cavalo errado.

Pra quem não lamenta, não sorri e não conta vantagens.

Saber exatamente quem tu és, conhecer em profundidade

seus abismos é estar apto ao blues.

Gente feliz demais. gente feliz de menos.

Gente assim não manja xongas de um riff de blues.

Quem geme, esperneia e pede colo, menos ainda.

Porque o blues é o que sobra pra quem perdeu tudo.

É a musica que não quer ser erudita ou popular.

Como o cara que aceita suas trapaças e suas derrotas.

Ou o amigo que a turma toda inveja e admira e que

é o cara mais covarde e solitário. Mas ninguém sabe disso

Exceto ele. E ele sabe disso muito bem.

Porque algumas dores, ou , alguns golpes doem mais

do que o sujeito pode suportar. Nesses casos ele não grita,

Não chora, não protesta. Ele não conta pros colegas

Do escritório. Eles não entenderiam.

Nesse caso ele aciona velhos entendedores. Ele aperta play

E se permite uma espécie de fuga para si mesmo.

Se o sujeito ouvisse blues desde criança, certamente seria um adulto mudo.

Mudo e satisfeito. O blues comunica por ti. E você

está tão habituado a ser sincero que não tenta

comunicar-se com quem não compreende tua linguagem.

Porque simplesmente respeita isso nos outros e não

os incomoda com um idioma que não dominam.

Claro, você vira uma ilha, mas aquela ilha

que nunca se curva diante do império.

Infelizmente tu não ouve blues desde criança. E isso

porque terá de viver as perdas e danos necessários.

Terá de enfrentar um mundo que o convencerá

que tu não é parte dele. Aí sim, feito isso,

O blues fará sentido pra ti.

 

 

…com admiração e gratidão, para Mario Bortolotto

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AMIZADE, TRAGO E ALENTO

Julho 2, 2009 · Deixe um comentário

o templo está de aniversário, e segundo uma proposta do Seninha, tornar-se-a uma revista ou Zine, sob as benções do D-vinyl e T-rex!!!

eu conto as novidades depois…essa semana comemoraremos com republicação de nossos textos, alguns daqueles que geraram, saca…tem gente que me encontra e cita trechos de textos de cabeça…então a gente vai selecionar umas coisas e publicar….mas isso depois, porque hoje…

HOJE É DIA DE GREMIO, SEMI-FINAL, JOGO MAIS IMPORTANTE DO ANO, EM CASA…

ESTÃO TODOS CONVIDADOS NOVAMENTE, BORA BORA A PARTIR DA 20 HORAS. CHURRAS, AMIZADE, TRAGO E ALENTO. APAREÇA. A ANSIEDADE É IMENSA E ME IMPEDE DE ESCREVER ALGO ALÉM DESSAS MAL TRAÇADAS E TOsCAS LINHAS…HOJE CONFIRMAREMOS, O INFERNO É AZULLLLLL…DALHE GREMIO, NA BOA E NA RUIM. VEJO VCS POR AI!

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