
Todos devem se recordar daquele congresso ocorrido na França, logo após a introdução dos estudos de grafologia, que viria a revolucionar o que Ferdinand Saussurre e Roland Barthes pensaram sistematizar…segundo Michel Foucault, o ponto alto daquele importante e decisivo congresso foi esse;
Baudrillard não tava nem ai pra porra nenhuma. Rabiscava um guardanapo. Nada de mais, só uns rabiscos aleatórios. Embora fontes anônimas afirmem que ele projetava a planta de um mega store.
Derrida, que contestava a validade da French Theory, escola que afirmavam os críticos fora fundada por ele, se incomodou sobremaneira com a indiferença do colega e perguntou;
___ Porra Baudrillard, tu tem alguma objeção?
Ao que Claude Lévy-Strauss, á época com idade e inteligência suficiente para reconhecer uma provocação solta esta;
___ Escuta aqui feladaputa, Não estamos aqui para responder perguntas idiotas formuladas por babacas!
Zygmunt Bauman, jovem e promissor sociólogo que nada sabia de estruturalismo não se conteve, e segundo Derrida, soltou espontaneamente, esta pérola;
___ caralho, tomo no cu!
Os que estavam mais próximos deste, entretanto, caso do inquestionável M. Heidegger, afirmaram que o jovem dissera algo como ‘sejamos mais estáveis’. Jacques-Marie Émile Lacan por seu turno discordou, afirmando que Heidegger, como todos sabem, nunca ouviu muito bem. Afirmou posteriormente que, o jovem atuara naquele momento, no caso, numa clara regressão aos estágios anteriores á tramitação Edípica.
Félix Guattari, rapaz ingênuo que deixou-se embebedar no vinho que trouxera o desconhecido Deleuze, tacou a garrafa de vinho em Baudrillard, que esquivou-se a tempo, percebendo a dimensão concreta daquele simulacro de tijolo.
O jovem, que posteriormente tornar-se-ia discípulo de Deleuze justificou seu ato;
__ foi o velho mal humorado ali que começou a balburdia, porra!
Ambos, Deleuze e Guattari, foram expulsos do encontro. Pararam no pub da esquina revoltados e decidiram que ao errar a garrafa, agenciariam metáforas assertivas, queriam destronar Baudrillard de seu local de Suposto-Saber. Anos depois publicariam o anti-édipo, uma critica á psicanálise, e sobretudo, ao estruturalismo que a legitima. Legitimaram-se, naturalmente no construtivismo insurgente.
O congresso por sua vez, não deu em nada.