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Band from tv

Maio 20, 2009 · Deixe um comentário

house401

Eu sou um viciado no seriado Dr. House. tenho todas as temporadas aqui no PC. Sempre que discuto sobre o seriado, defendo o protagonista, que costumam pintar como arrogante e prepotente. eu sempre discordo. mas tudo certo, cada um tem seus motivos pra defender uma idéia.

Dia desses, discutindo sobre o seriado com um amigo, ele me pediu pra dizer qual a coisa mais brutal e mais terna que eu podia imaginar, incluindo nela, o Dr. Gregory House. Eu nem pensei muito, disse que a coisa mais brutal e doce que podia imaginar seria um encontro em que o  House tocasse piano na canção noite feliz, tema de natal, para que esta fosse cantada pelo Tom Waits.

O meu amigo concordou e não esqueceu desta imagem. Hoje me mandou um e-mail dizendo que eu tinha profetizado algo.  É que o Hugh Laurie, protagonista do seriado, resolveu montar uma banda. E ele vai tocar teclado na banda. quem sabe no natal ele não acaba esbarrando com o Tom Waits neh!?

enfim, quem tiver afim de conhecer a banda, o titulo do post é o nome dela. procurem ai na rede e se encontrarem algo, mandem pra mim!!!

segue o link da noticia que circula na rede

http://br.noticias.yahoo.com/s/18052009/11/entretenimento-dr-house-som-levanta-defunto.html

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amanhã ou depois

Maio 12, 2009 · 4 Comentários

Tava falando com a Anne ontem, sobre o amanhã. Ela me contou dos sonhos dela, daqueles que ela sonhou no passado, e que ainda não rolaram. eu fiquei pensando na coisa do futuro, no lance de trabalhar e dar uma folga pra familia curtir o fruto do trampo deles. fiquei bem preocupado e tal, daí por acaso, li esse trecho de uma entrevista que o Marcelo Tas deu ano passado para a revista trip, me deu muito alento. republico pra vcs:

A vida que vale a pena ser vivida é a vida com riscos. Se sua vida não tiver alguma ousadia, não tem a menor chance de você ser feliz. Recebo milhões de e-mails de estudantes que me procuram para saber como ter uma vida sem risco: já querem um estágio para fazer algo que vai dar certo, dar uma aposentadoria legal, um plano de saúde e o décimo quinto salário…respondo: você quer o quê? Um plano pra ser infeliz? Pra ser traído pela sua mulher quando ficar rico? É uma loucura! Já estraguei muitas carreiras de mauricinhos, porque não adianta: é evidente que você vai ser infeliz se colocar como meta ficar rico. Coisa que aliás é muito fácil – você pode ser traficante, gigolô, deputado federal ou vereador ou, enfim, se você resolver…Sem desmerecer os parlamentares nem os traficantes…agora o que há de divertido nisso?

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Pequenas coisas grandiosas

Maio 11, 2009 · 2 Comentários

fotografia em infravermelho

 

Eu lembro do Lipe dizendo o quanto gostava da sardinha “boca-torta”. Ele sabia tudo sobre essa marca. Sabia onde ela era pescada, onde era embalada, sabia até o código de barras. Ele falava dessa marca com tanta delicadeza e fascínio, que despertou a curiosidade daqueles que o ouviam. No dia seguinte eu fui ao mercado para comprar a tal sardinha, e lembro de ter gostado muito dela. Ainda hoje, quando vou fazer compras, só pego a lata de sardinhas boca-torta. 

Eu lembro da paixão do Gustavo Kierten pelo avaí, time da capital catarinense. Lembro de ouvi-lo falar sobre este time como quem tece considerações sobre um fenômeno raro, como quem analisa um poema clássico, de um autor imortalizado pelo tempo. de repente todos nós éramos um pouco avaí, todos nós éramos simpáticos ao “time do Guga”, tamanha a beleza daquela paixão. 

Eu lembro da Isa dizendo que ela também era vitima do outrismo. E ela gostava daquilo, não se sentia mal por estar na contramão. Todo mundo era Elvis Presley, ela era muito mais Jerry Lee Lewis. Enquanto todo mundo era afim de brigadeiro, ela era muito mais beijinho. Ela falava disso com orgulho, mas sem nenhum tipo de sentimento de superioridade como costuma acontecer, porque a gente tem esse hábito bobo de moralizar nossas escolhas e desmoralizar as escolhas dos outros. Ela apenas falava de uma característica das pessoas, e de uma dela, mas falava com muita ternura. E de repente, depois daquele dia eu passei a assumir que também era muito mais o Toquinho do que o Vinicius, mais sex pistols do que ramones, muito mais sessão da tarde do que tela quente, e eu não me senti antiquado ou deslocado, eu fiquei legal. 

Eu lembro do meu amigo negão e sua paixão pelo time de psicologia, sua paixão por reunir a galera pra chutar uma bola, suar um pouco e fazer novos amigos, e de repente ele foi chegando no ponto, ele me convenceu que aquele time precisava de uma orientação, alguém que ficasse do lado de fora e dissesse algo pra eles. Em um fim de semana estávamos convencidos de que as coisas deveriam ser daquele jeito.

Eu lembro da minha amiga Anne tentando me acalmar e me dizendo que os babacas não estavam levando a melhor, não no caso dela. Ela disse isso e depois falou algo sobre estar pronta para algo novo. Ela dizia isso com muita paixão e empolgação. Ela dividiu essa empolgação com quem se permitiu um diálogo com ela. Minutos depois eu também estava saindo de casa super afim de qualquer coisa que não fosse o de sempre. 

Essas triviais paixões que cada uma dessas pessoas carrega, foi me dando um oriente numa época em que eu andava quase abatido. O mundo todo andava numas de ser eloqüente e convincente, mas não me convencia. Essas pequenas paixões me convenceram. Essas paixões não têm nada de explosivo, elas são discretas, não são impositivas. São paixões cheias de ternura e por isso mesmo, são especialmente contagiosas. E são elas que tornam os outros tão bacanas, e a vida uma aventura que vale a pena ser vivida .Tem gente que adora ter coisas pra odiar, eu sugiro que vocês fiquem longe dessas pessoas, elas costumam ser muito amargas. Procurem passar o tempo perto de gente que tem mais paixões do que rancores, sobretudo se essas paixões forem delicadas, sutis e discretas, quase imperceptíveis, como por uma marca de sardinha, um time da capital, caminhar pelo lado da rua que ninguém anda ou uma paixão por coisas novas.

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você tem medo, nojo ou vergonha?

Abril 27, 2009 · Deixe um comentário

Du...sai da água porra!

Du...sai da água porra!

 

Sete dias. Enquanto nós bebíamos nossos mortos, alguém disse que com o tempo deixaria de doer. Ainda dói e revolta. Revolta.

Eu sei, tu diria: “Você tem medo, nojo ou vergonha?”

E nós brindaríamos á psicanálise.

 

A Thami escreveu uma coisa bacana…ela traduziu um pouco das coisas…um pouco:

 

“O que mais me revolta é que o DU tinha milhões de motivos pra morrer, pq ele era mto doido… doido … doido… e não tinha medo de viver todos os dias.
E foi pelo motivo mais banal que ele se foi.
Por causa de um projeto de marginal, que nem homem era ainda aquele filho da puta.
Esse desgraçado não matou somente o DU, ele arrancou um pedaço adorável de todos nós.
O DU era o pedaço espontâneo, o pedaço insano, malicioso, o pedaço mais alegre de toda a galera.
No dia 21/04/09 um pedaço de mim morreu tbm…

DU! DU! DU!”

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Idas e vi(n)das

Abril 8, 2009 · 3 Comentários

comum

O Cabral fugiu de casa. O pai dele não é um cara legal.

Ele acredita ter feito à coisa certa.

 

A Cléo terminou com o Antônio. Ela ainda não superou a depressão.

Acho que a gente nunca supera certas coisas.

Agora, cuida do pai, da mãe e do tio.

Eles estão muito velhos e doentes.

Ela acredita que deus tem planos pra vida dela.

 

A Brincaleppe está com problemas de estômago.

Diz que vai fazer terapia. Fez muitas perguntas.

Eu disse que ligaria. Mas eu menti. Eu faço isso às vezes.

Não queria desapontá-la. Eu não quero desapontar ninguém.

Alem disso, não acho que ela vá esperar meu telefonema.

 

O Tiago sente ciúmes do Gustavo,

E o Gu…bem, o Gu é um garoto muito solitário.

 

Meu amigo Negão bebeu demais dia desses,

Ele se meteu numa tremenda encrenca

Acabou ferindo uma pessoa que ama muito,

Eu queria muito que a Gabi soubesse disso,

O negão te ama muito

e não há um segundo do dia dele

que ele não se culpe pelo que fez.

 

E você leitor, seja lá quem for,

Como vai sua vida?

(não leitor…não quero saber sobre tua vida. mas se te provocar uma breve reflexão sobre sua vida,

pra mim já valeu a vida toda)

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tententender – Pouca Vogal

Março 16, 2009 · Deixe um comentário

o cool e o cult no mesmo palco, na mesma canção… Roger Water e Bob dylan dividindo o mesmo cigarro. E nada disso, diz respeito a avião ou bolas de futebol. É só pra quem vive e não quer sonhar sonhos herdados.

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AAAhhh, a igreja…

Março 10, 2009 · Deixe um comentário

A igreja católica protagonizou dois grandes escandalos nas últimas semanas; primeiro o bispo britânico Richard Williamson, afirmou em rede pública na televisão Argentina, que o holocausto – o genocídio de 6 milhões de judeus durante a segunda guerra mundial- nunca ocorrera. Segundo este senhor, alguns poucos judeus haviam morrido na Alemanha nazista, nada de mais, coisa de 300 mil apenas. Sim, para o bispo, 300 mil mortos é coisa aceitável, inclusive, não justificaria a choradeira dos judeus desde aquela época.

padrecos saudando Hitler

padrecos saudando Hitler

 A segunda besteira protagonizada por essa gente foi na semana passada, o arcebispo de Olinda e Recife, d. Jose Cardoso Sobrinho, excomungou os médicos que realizaram o aborto em uma garota de 9 anos. A criança em questão fora vítima de estupro. O responsável pelo estupro, seu padrasto. Sim, a igreja católica condenou o aborto, excomungou os profissionais que realizaram o aborto e condenaram ainda, a postura da legislação Brasileira, uma vez que esta ampara vitimas de estupro. Quanto ao crime de estupro…pasmem, o estuprador não foi excomungado, uma vez que crime mesmo é aborto. Estuprar pode.

Eu nem vou discutir a legitimidade do aborto. Menos ainda neste caso, acredito que qualquer individuo razoavelmente inteligente tenha condições de avaliar a situação de uma garota de 9 anos, grávida em função de um estupro.

O que me chama a atenção é a contradição entre os correligionários do vaticano, matar 300 mil não chega a ser um problema, uma garota de 9 anos, que vitima de estupro se submete á uma cirurgia para abortar um feto que possivelmente tiraria sua vida, isso sim, segundo eles é um crime.

Toda vez que esses velhos decrépitos abrem a boca é para cometer um crime. Não, eles não abrem a boca e cometem equívocos para em seguida vir a publico e se desculparem. Não senhores, esses caras cometem crimes, além dos crimes fiscais que todos nós conhecemos, são crimes psicológicos, ou você acredita que essa guria ai, que abortou continua acreditando que será “salva”no dia do julgamento final? Pois é, vivera de culpa. Viverá e terá de se relacionar e se acostumar com aqueles que a vêem como porta voz do capeta na terra. Esses sacanas da igreja católica são no mínimo irresponsáveis quando abrem a boca. Uma sugestão, portanto, para não dizerem que este texto não trás nada de construtivo, é convence-los, todos estes ai de batina, a permanecerem calados, realizando em silencio suas preces, e quando sim, forem solicitados em suas opiniões, pensar uns minutos antes de proferir suas ladainhas escrotas. De preferencia, que estes sejam consultados apenas quando houver alguma duvida sobre um impedimento ou pênalti em campeonatos regionais de futebol. Segunda divisão, claro.

Pra não dizerem por ai que sou um cético insensível, devo dizer que entendo que certas pessoas nunca superam uma infancia brutal, pois é, tem gente que vive uma vida toda brigando com uma situação, um momento, uma pessoa…real ou imaginária. Não deve ser nada fácil crescer em um seminário, passar a infância sendo bulinado por velhos de batina. Não é fácil e traumatiza, as evidencias estão ai, nestes que reproduzem a violência que sofreram nas sacristias financiadas por você e eu. 

 

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o crash e os cacarás

Outubro 6, 2008 · 5 Comentários

É natural que aqueles que venderam suas vacas e suas cabras para investirem na BOVESPA estejam desolados com o fantasma do crash. Mas agora é a vez de levantar a cabeça e vender os filhos e as córneas para investir no dólar e no ouro. Quando estes também ruírem, paciência, pois a Bolsa já deverá estar novamente atraente. Nada de desespero. “Nossos bancos estão sólidos” – jurou o ministro. E depois, aqui entre nós, se a crise fizer diminuir o número de carros e de celulares nas ruas e o número das garrafas de vinho ordinário nas prateleiras dos supermercados, a redenção já estará feita. Sempre que me falam em economia (essa espécie de astrologia mafiosa) penso naquele sujeito que, por acreditar que os cachorros nos vêem como superiores e os gatos como inferiores preferia os porcos que nos tratam como iguais.

 

Ezio Flavio Bazzo

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O INDOMÁVEL

Setembro 29, 2008 · Deixe um comentário

 

Na 7060 Hollywood Boulevard, existe uma estrela, que segundo os responsáveis, não é tão fotografada como as outras.  Isso porque o nome que consta ali é de um cara que vem de um tempo em que estrela de cinema não era apenas um sinônimo para corpo sarado. No tempo dele, o astro antes de tudo, tinha que brilhar para fazer jus ao titulo. Paul Newman brilhava. Sobrava talento.

Lembro de ter visto a caixa contendo o indomável em uma banca de revistas. Gostei da expressão do Donald Sullivan, o Sully. Foi por isso que levei o filme. Não me arrependi. O roteiro simples ganha muito com a encenação do protagonista. Gostei tanto do personagem que volta e meia aparece um Sullivan nas minhas histórias. Sully é um desses caras que ninguém nunca ouviu falar e que se desaparecer ninguém vai sentir falta. O cara é um sujeito bem amargo e solitário. Sully vive com uma professora que lecionou a ele no passado e que ainda acredita no ex-aluno. Só ela acredita nele, ele mesmo não se leva tão a sério. Foi com esse roteiro simples que conheci o Paul Newman. Depois descobri que a identificação dele (e minha) com  o personagem não era por acaso. O ator não pegava papéis grandiosos, preferia papéis nos quais se divertisse. Representou apenas a escória, os fracassados, desajustados e anônimos. Um perfeito anti-herói.

O Paul perdeu a briga para um câncer de pulmão dia desses. Foi a ultima peça que encenou. E como os personagens que ele encenou e deu vida nas telas de cinema, partiu sem muito estardalhaço. Quase ninguém reparou. Era o jeito dele, era assim que ele gostava das coisas, discretas, como aquela estrela na 7060 Hollywood Boulevard.

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SOBRE O SILÊNCIO DAQUELES CARAS

Setembro 19, 2008 · 1 Comentário

 

de León-cabeça sangrando

James Dean oferecia seu corpo para que os freqüentadores de um bar em Hollywood apagassem seus cigarros. O cara gostava de carros, cerveja e maconha. Afirmam por ai que sua prioridade na escola era perder a virgindade. James Dean não tinha muitos amigos. Inegavelmente era um gênio das artes cênicas.

Andy Warhol é autor da frase “todos terão seus 15 minutos de fama”. Revelou o Velvet Anderground. é o pai da pop art .Segundo Robert Hugues, Warhol era um sujeito chato e sem nada a dizer, morreu após uma operação da vísicula biliar.

Mário Quintana foi um dos maiores poetas Brasileiros, natural de Alegrete (RS). Autor de uma obra rica em sutilezas e ingenua ironia. Morreu em um quarto de hotel em Porto Alegre. O hotel foi pago com o dinheiro dos amigos.

Hugo de León, é um uruguaio nascido em Rivera, jogava uma tremanda bola, na defesa e no ataque. Foi capitão do Grêmio durante uma temporada histórica, em que o clube gaucho foi campeão da libertadores e do mundial interclubes. Hoje é representante comercial e eventualmente vai a Porto Alegre torcer pelo Grêmio. O cara ainda tá na ativa, mas é de uma outra geração, de outros tempos.

Eventualemte, me flagro pensando nestes caras, em suas vidas, suas contribuições e em suas silenciosas despedidas.

O que passava na cabeça de James Dean, enquanto dirigia seu carro em alta velocidade, no momento anterior ao acidente que tirou sua vida?

Warhol chegou a pensar que sua obra estava finalmente completa quando encarou inexoravelmente sua efemeridade?

Quintana, teria acendido um cigarro e suspirado um poema?

Hugo de León ganha os royalties, daqueles que estampam seu rosto em camisetas e bandeiras? Ele pensa nisso?

Esses caras não falavam de si mesmos por ai, sabe. Eles não tinham essa pretenção. Tudo o que se sabe sobre eles consta em biografias lançadas póstumamente( exceto no caso de Hugo de León). O que importava para eles era suas obras, seus respectivos oficios, manja?! Como se eles sentissem que suas vidas fosse só um instrumento para que o sopro de vida se fizesse sentir através de suas obras. Não através de suas pequenas mesquinharias.

Um sujeiro como o James Dean, que era completamente solitário, que não sentia-se a vontade na companhia de garotas deve ter se sentido muito só a vida toda. Porra, o maior tesão do cara era ficar lá na biblioteca daquele reverendo, deitado no chão. Ele não passava a tarde discutindo o plano economico ou os caminhos da politica externa norte-americana. Ele só ficava lá deitado no chão da biblioteca.

Não consta que ele tenha ido á imprenssa e dito “garotas, me sinto muito só”. Ele continuou sua vida, mesmo com a fama ele continuou lá, falando pouco e passando a maior parte do tempo deitado na biblioteca do reverendo. Pra ele isso era importante, e portanto, sagrado.( sem sacanagem, porra!)

O Quintana nunca deu uma entrevista dizendo algo do tipo  “ah pessoal, eu queria dizer a vcs que eu ando meio sem grana sabe!?  Se alguém puder passar aqui e me deixar uma quantia, poxa, eu dedico meu próximo livro e tal”. Que nada, e também nunca saiu por ai dizendo que a ABL não o reconhecia.

Em tempos de monocultura como os atuais, eu vejo isso como algo tão distante do atual universo artistico. Eu não sei se esses caras não tinham o que dizer, mas acho uma coisa nobre eles não terem dito nada, preservando assim sua intimidade. O valor que lhes é atribuido, é exclusivamente por suas contribuições. Eu não tenho uma palavra pra definir isso. Mas, no caso dos citados, é o que mais admiro, mais até do que suas obras.

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