variações sobre um mesmo tema

Eu não sei o que leva cada autor, blogueiro ou seja lá quem for que comece espontaneamente a escrever, a dar continuidade a este ato, até transformá-lo, por fim, em hábito. Sei que para quem o faz, em via de regra esta é uma necessidade vital, como respirar, jogar bola ou olhar para as pernas da garota que passa. Claro que a psicanálise nos dá a resposta, mas , bem, este não pretende ser um texto tão profundo. Há ocasiões em que a leviandade é perdoada. Pelo menos espero que assim seja.

De qualquer modo, todos os dias, tem um texto novo, seja no flog do ex-viciado, no blog do adolescente em crise, no perfil do orkut da menina solitária, ou nas folhas de cadernos que o tempo levará ao lixo.

Por alguma razão, o trabalho, o curso, as amizades, a vida tem dado conta das minhas neuras, daí que não tenho sentido tesão em escrever. Mas tá sempre ali, o ato. Um onibus que passa, uma frase que se ouve, um casal que discute…o ato de escrever é sempre potencia, e tá sempre ali, a espreita. Não sei quanto aos colegas, mas de mim, digo que mesmo quando não to afim de escrever, tenho que fazer um determinado esforço para ignorar os textos e as reflexões que tendem a surgir a partir de estímulos as vezes corriqueiros, as vezes mais contundentes.

Tenho ignorado muito o texto que pinta. Eventualmente até faço, mentalmente, o esboço, o titulo. Daí penso que acabei de escrever um ótimo texto, e por alguma espécie de egoísmo, penso, bah, esse texto era pra eu mesmo ler, só faria sentido pra mim. Me satisfaço com essa justificativa, ou metajustificativa, e por fim, deleto o texto da memória. Assim sigo narrando os fatos, dados, sentimentos e tudo o mais. Para si mesmo! Não abandonei o blog, acho que apenas, deixei de escrever para outros…por hora, os textos que pintam, são mais para o autor do que para um eventual leitor. Deve ter isso em outros cantos, deve ter uma jogada que o artilheiro só faça quando não há ninguém a ver, ou uma mágica, que o palhaço só faça quando está no camarim, longe dos olhos dos curiosos, como declarações de amor, que só fazemos, quando a pessoa amada já fechou a porta, depois de dizer adeus.

Mesmo assim, esporadicamente publico alguma coisa por aqui. De qualquer modo, agradeço aos colegas, que continuam, insistentemente a vizitar o espaço…embora não publique nada há semanas, o numero de visitas é o mesmo de sempre…eventualmente aumenta uns bons pontos…Por alguma razão, parece que o que aqui se diz, faz sentido pra mais alguém além de mim mesmo, e é só por essa razão, que me justifico aqui, por respeito a quem respeita o que aqui se publica! Valeu pessoal, a gente vai se falando!

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