EREP SUL 2010

Parece que vai dar tudo certo. A galera vai se reunir mais umas vez, discutir até altas da madruga e fazer aquela troca. Parece que algumas pessoas se satisfazem com algo novo, um celular, uma moto. Parece que algumas pessoas ficam contentes com um solo de guitarra, outras, com uma nova namorada. Eu me satisfaço com a possibilidade de daqui a alguns dias estar com meus amigos lá do Sul, discutindo, bebendo, trocando. Eu espero vocês na ilha mágica!

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Não pergunte quem foi Ana nem o que é trottoir

Eu tenho quase certeza que vi ela sorrir. Foi na última vez que nos vimos. Perguntas rasteiras, respostas que mais escondem do que anunciam. Tudo certo. Tava ficando com uma amiga dela. Na verdade, era a terceira amiga dela que eu ficava naquela semana. Uns meses antes, eu voltava de um show com ela e sua amiga modernete, e que eu dava em cima louca e descaradamente. Ela parecia feliz. Nós caminhamos até a feira, comemos pastel, e fomos para casa. Muitos outros meses antes, ia a sua casa com uma frequencia muito grande, ela estava morando com um grande amigo, á época, e que hoje, é um total desconhecido. Aquelas noites eram longas, churrasco, cerveja…a gente tinha pretensões, seriamos grandes cientistas, comprometidos com os fatos, apenas os fatos. Aquelas noites acabavam em ressaca. Sempre. A ressaca era tanta, que esse amigo acabou indo embora, pra bem longe, pra tentar encontrar a si mesmo. Eu andei por ai muito tempo, e ela, parece que decidiu tirar o time de campo. A nossa colega Ana decidiu que já tinha dado pra ela também. Soube ontem, por intermédio de inúmeros amigos que ligaram, mandaram msn e o escambau. Eu tenho quase certeza que vi ela sorrir da ultima vez que nos vimos. A cidade ganha mais um fantasma, nossa lista de nomes a citar antes dos brindes ganha mais um nome…e Eu lembro do meu amigo, desconhecido, que hoje esta muito longe…e torço pra que a lista demore muito tempo para voltar a crescer.

variações sobre um mesmo tema

Eu não sei o que leva cada autor, blogueiro ou seja lá quem for que comece espontaneamente a escrever, a dar continuidade a este ato, até transformá-lo, por fim, em hábito. Sei que para quem o faz, em via de regra esta é uma necessidade vital, como respirar, jogar bola ou olhar para as pernas da garota que passa. Claro que a psicanálise nos dá a resposta, mas , bem, este não pretende ser um texto tão profundo. Há ocasiões em que a leviandade é perdoada. Pelo menos espero que assim seja.

De qualquer modo, todos os dias, tem um texto novo, seja no flog do ex-viciado, no blog do adolescente em crise, no perfil do orkut da menina solitária, ou nas folhas de cadernos que o tempo levará ao lixo.

Por alguma razão, o trabalho, o curso, as amizades, a vida tem dado conta das minhas neuras, daí que não tenho sentido tesão em escrever. Mas tá sempre ali, o ato. Um onibus que passa, uma frase que se ouve, um casal que discute…o ato de escrever é sempre potencia, e tá sempre ali, a espreita. Não sei quanto aos colegas, mas de mim, digo que mesmo quando não to afim de escrever, tenho que fazer um determinado esforço para ignorar os textos e as reflexões que tendem a surgir a partir de estímulos as vezes corriqueiros, as vezes mais contundentes.

Tenho ignorado muito o texto que pinta. Eventualmente até faço, mentalmente, o esboço, o titulo. Daí penso que acabei de escrever um ótimo texto, e por alguma espécie de egoísmo, penso, bah, esse texto era pra eu mesmo ler, só faria sentido pra mim. Me satisfaço com essa justificativa, ou metajustificativa, e por fim, deleto o texto da memória. Assim sigo narrando os fatos, dados, sentimentos e tudo o mais. Para si mesmo! Não abandonei o blog, acho que apenas, deixei de escrever para outros…por hora, os textos que pintam, são mais para o autor do que para um eventual leitor. Deve ter isso em outros cantos, deve ter uma jogada que o artilheiro só faça quando não há ninguém a ver, ou uma mágica, que o palhaço só faça quando está no camarim, longe dos olhos dos curiosos, como declarações de amor, que só fazemos, quando a pessoa amada já fechou a porta, depois de dizer adeus.

Mesmo assim, esporadicamente publico alguma coisa por aqui. De qualquer modo, agradeço aos colegas, que continuam, insistentemente a vizitar o espaço…embora não publique nada há semanas, o numero de visitas é o mesmo de sempre…eventualmente aumenta uns bons pontos…Por alguma razão, parece que o que aqui se diz, faz sentido pra mais alguém além de mim mesmo, e é só por essa razão, que me justifico aqui, por respeito a quem respeita o que aqui se publica! Valeu pessoal, a gente vai se falando!

a igreja ainda

CANÇÃO DO REGRESSO

Não sei o que meus leitores andam espiando pela internet. Não sei que tema andam a pesquisar. Parece que a gente tá sempre procurando a opinião de alguém sobre alguma coisa, não é?!. Isso mostra como somos realmente seres sociais.

Sei que os escrotos dos Ingleses não deixaram uma companhia de teatro brasileira entrar em solo inglês. Imagino que isso tenha causado indignação geral, e que alguns de vocês estejam procurando opiniões e informações sobre o tema. Eu acredito…( digo), quero acreditar que o Itamaraty esteja a exigir desculpas das autoridades britânicas. Mas tenho convicção de que neste país de serviçais com complexo de inferioridade com relação a Europa e aos EUA, o mais próximo disso, seria um humilde e modesto PEDIDO de desculpas. Nada de exigencias, apenas um pedido de desculpas.

Naturalmente, com os hermanos da América Latina, fazemos coisa parecida com isso que fizeram com a companhia de teatro lá na Inglaterra. Fiz parte de um grupo que promove intercâmbio, e lembro do constrangimento que passavam os caras da Colombia, Bolivia, Chile, etc, para entrar legalmente no Brasil. Então, no fundo, são elas por elas, a prepotencia do mais forte sobre o mais fraco. Complexo de inferioridade com relação á Europa e sentimento de superioridade com relação ao resto da América Latina. Não tem nenhuma questão política envolvida no caso, ou de segurança nacional…os integrantes da companhia de teatro tinham os documentos em mãos, e estavam lá a convite, para apresentarem sua peça. É apenas a velha arrogancia de quem se sente superior. O Brasil faz isso todos os dias com companhias de teatro, seminaristas, pesquisadores, estudantes, musicos provenientes de paises da América latina. Claro, que essa regra não se aplica a traficantes de drogas e armas. A burocracia, hipocrisia e arrogancia só está presente nos aeroportos e alfândegas…quem quiser entrar e sair ilegalmente não encontra objeções.

O contraponto; um brasileiro entra em qualquer país da América Latina com relativa facilidade. Na América somos os primos ricos…somos adorados, mesmo na Argentina. O Mesmo acontece com americanos ou europeus na Brasil. Ou seja, é mais do mesmo. Trata-se sempre de poder, ou suposto poder…e um pires estendido em direção ao detentor do suposto poder.

Ela diz coisas como:
“Gosto de dizer adeus apenas uma vez”, e “Nietzsche não é para ser discutido, é para ser questionado”.

na companhia de Freud, J. C. Raven e Nietzsche vejo as horas passarem, os dias, as semanas e os meses. O tempo e sua regularidade. O tempo e sua escasses.

As mudanças repentinas de status e as crises de identidade – O caso do goleiro Bruno